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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

PATRICIA MARX EM MATÉRIA NO JORNAL EXTRA DE HOJE

Patricia Marx foi destaque em uma matéria em página inteira na edição de hoje no jornal Extra, no Rio de Janeiro. Ela explicou o conceito do novo álbum e abriu o coração pra falar sobre a fase que considera que se "expôs" demais", -por conta de vários problemas que atravessou. Também falou de uma possível  volta do Trem da Alegria e do programa Popstar.

PATRICIA MARX LANÇA "NOVA",  ÁLBUM QUE REFLETE SEU MOMENTO FELIZ, LONGE DA MACONHA E DA DEPRESSÃO


Patricia Marx tem fases, como a lua. No visual ou no comportamento, na vida ou na arte, a em passando por constantes transformações em seus 35 anos de carreira, agora coroados com o álbum “Nova”. Num figurino esvoaçante, como um cisne negro, ela surge na capa de seu 13º trabalho, cujo sofisticado repertório transita entre o pop, o soul e a new age, com letras ora em português, ora em inglês.

— A Lua Nova é negra, recomeça do zero. Sou espiritualista, e meu álbum tem essa vibração, é diferente de tudo que já fiz. Daqui pra frente, pretendo tomar um rumo mais experimental — anuncia a paulistana, de 44 anos.

O novo caminho musical acompanha um novo tempo pessoal. A artista provocativa que sacudia o Instagram com fotos em que fumava maconha e exibia os seios, peitando tabus, apagou os posts e não quer mais saber de polêmica.

— Estava numa fase confusa... Eu me expunha e depois não conseguia segurar a onda. Atravessava uma depressão tomando remédios e fumando, o que afundou comigo. Mas abandonei o vício. Para algumas pessoas, maconha liberta, expande a consciência. Só que quando o efeito passa é devastador — relata Patricia, que se apoiou em terapias para se reerguer: — A psicanálise aliada ao Theta Healing (técnica de cura energética) me curaram. Quando relembro tudo o que vivi de ruim, parece que foi em outra encarnação. Agora estou leve, feliz.

O “tudo o que vivi de ruim” inclui, segundo ela, assédios morais e até sexuais na infância, quando brilhava no Trem da Alegria, e na adolescência, em carreira solo. Assuntos que a cantora e compositora vai detalhar na autobiografia que finaliza, na intenção de lançá-la no próximo ano.

— Mas não quero carregar nas mágoas. Vou contar o que acho pertinente ser dito, sem citar nomes. Sou uma sobrevivente, uma guerreira da luz. Incomodo muita gente com a verdade e a transparência, minhas bandeiras — acredita.

Do passado, Patricia garante, ficaram só as boas lembranças. Esporadicamente, ela se reúne com Luciano Nassyn, ex-companheiro do Trem e do “Clube da Criança”, para apresentações com o repertório da época. Retomar o grupo é um projeto.

— Acertar os ponteiros é que dá trabalho. Juninho Bill agora é produtor do programa do Danilo Gentili, não pode sair viajando com a gente. E Vanessa mora no exterior há anos. Enquanto não acontece, sigo com o meu trabalho. Cantar é minha missão de vida.





Mesmo sem querer, Patricia acabou se envolvendo em polêmica quando participou do júri do último “PopStar”. Ao criticar a apresentação de Lua Blanco, foi vaiada pelo fã-clube da loura.

— Não entendi nada, me senti a própria Aracy de Almeida (a jurada rabugenta do “Show de calouros”, de Silvio Santos)! Avaliar era o meu papel — conta ela, que no caminho para o camarim foi abordada por uma menina da plateia: — Ela me pediu desculpas e explicou que os fãs ficaram bravos comigo porque Lua passa por uma depressão e cantar é uma superação pra ela. Como eu ia saber? Também já estive mal e ninguém passou a mão na minha cabeça. A vida é dura mesmo, e a gente tira lições de todas as experiências.

Link da matéria original: https://extra.globo.com/tv-e-lazer/musica/patricia-marx-lanca-nova-album-que-reflete-seu-momento-feliz-livre-da-maconha-da-depressao-23269853.html 



Matéria na edição impressa do jornal 

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