Nos dias 13 e 14 de março, Patricia Marx levou seu show Nos Dias de Hoje – Ao Vivo novamente ao Teatro Rival Petrobras. Depois do sucesso da estreia da turnê, em novembro — com ingressos esgotados —, o teatro já havia anunciado essas duas novas datas antes mesmo de ela subir ao palco naquela primeira noite.
A responsabilidade, dessa vez, era ainda maior: dois dias de apresentação, ou seja, o dobro de público. E Patricia não só correspondeu como repetiu o feito, com casa cheia nas duas noites.
Na sexta (13), ela se apresentou com o figurino branco do show; no sábado (14), com o figurino preto. Eu, infelizmente, não consegui ir nos dois dias — fui no sábado, com o Marcos (o outro fundador do fã-clube), o Jasiel e o Emannhuel.
E foi lá, no meio daquela emoção toda, que a gente se deu conta de um detalhe especial: também foi em março que assistimos ao primeiro show da Patricia, 37 anos atrás (ver aqui). Claro que registramos esse momento com uma foto juntos, celebrando essa coincidência linda, e que acabou sendo prontamente repostada pela própria Patricia.
O show também foi marcado por reencontros e novos encontros. Revimos amigos e antigos colaboradores do fã-clube, como o Michael, Alex, Roberto, Mauro e Ronaldo e outros; encontramos novamente o William, que veio de São Paulo para assistir ao show; e tivemos a alegria de conhecer pessoalmente o Johnson e a Nilde, que até então só conhecíamos pela internet.
A história da Nilde, inclusive, foi uma das mais emocionantes da noite: ela veio do Piauí só para ver o show e realizar o sonho de falar com a Patricia pela primeira vez — e, como era de se esperar, ficou muito emocionada.
Assim como em novembro (ver aqui), o show começou com o ponto “O Sino da Igrejinha”, mas, dessa vez, não apenas ao piano: Patricia Marx cantou um trecho da música com uma interpretação delicada e emocionante. Ficou lindo!
O espetáculo seguiu, em linhas gerais, o mesmo roteiro da estreia, mas com algumas mudanças no repertório (setlist abaixo). Entraram “Chega”, do novo álbum, no lugar de “Vieste”, além da belíssima “O Amor”, eternizada na voz de Gal Costa, e o sambinha “É Com Esse Que Eu Vou”, conhecido na interpretação de Elis Regina. Saíram “Cedo ou Tarde”, “You Showed Me How” e também “Aparecida”, outra faixa do trabalho recente.
O público estava animadíssimo e cantou junto todos os sucessos. Patricia também foi muito aplaudida nos momentos mais políticos do show, quando falou sobre minorias e reforçou a importância da união. Nos agradecimentos, mais uma vez lembrou da gente e disse que, sempre que tem alguma dúvida sobre a carreira, recorre a mim. Também agradeceu ao Marcos e brincou com o fato de sermos a “formação original” do fã-clube, perguntando, em tom bem-humorado, se estava tudo bem entre a gente ou “se não tínhamos brigado de novo”.
Depois de um final apoteótico com “Ficar Com Você” — quando ela desceu do palco e se misturou à plateia, transformando o teatro em uma grande celebração —, Patricia recebeu os fãs com todo carinho. Conversamos com ela, elogiamos o show e relembramos a coincidência emocionante: estávamos ali, 37 anos depois do primeiro show que vimos juntos.
Ela ainda brincou tentando adivinhar nossa idade na época — “13?” —, e o Marcos respondeu “15”. “Verdade, nós somos de 1974, abafa”, disse ela, rindo. No fim das contas, a conta certa era 14… mas o que importa mesmo é que a memória continua viva, atualizada e cheia de novos capítulos.
São esses momentos que tornam tudo tão especial: não é só sobre assistir a um show, mas sobre acompanhar uma trajetória, criar laços, acumular histórias e perceber que, mesmo com o passar dos anos, a emoção continua a mesma, ou até maior. Que venham muitos outros encontros como esse.













